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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Aquilo que me move

O fim do semestre vai chegando e, com ele, a necessidade de fazer um balanço surge junto... Mas, tenho vivido tantos processos e me debruçado sobre tantas coisas que, nesse momento, se torna até difícil fazer um mega balanço. Então, vou deixar isso pras férias da Copa (Hehehe). Apesar disso, ainda tenho algo a dizer... (Aliás, parece que sempre tenho, né? Rsrsrsrs)

No último ano, pude revisitar muito da minha história e das minhas pretensas convicções e, posso dizer que muita coisa mudou em mim. Aliás, dá pra dizer que estamos sempre em constante transformação, como num poema que escrevi: "Diferente e Igual. Novo e Velho. [...] Sempre igual, sempre diferente./ Sempre eu, sempre outro".

Além disso, é interessante perceber como o processo do estudo da Filosofia tem me ajudado a ir redescobrindo um mundo diferente, com muitas cores, muito movimento e que me deixa extraordinariamente maravilhado diante do simples fato da existência (que, por si, já é um milagre). 

Há uns dois meses eu me propus a fazer o 100happydays (um desafio de tirar uma foto por dia ao longo de 100 corridos para perceber que a felicidade está nas coisas simples...), ainda não concluí, mas também não tenho fotos de todos os dias que já transcorreram. Isso acabou acontecendo porque, depois de um tempo, percebi que era mais legal curtir ("sentir e saborear") profundamente o momento do que tirar foto dele pelo simples motivo de que era mais importante viver do que clicar.

Apesar disso, esse desafio me fez perceber uma coisa muito importante: a felicidade não é feita só de momentos alegrinhos e vitórias, mas ela acontece também na saudade, nas dificuldades, nos momentos de conflito e angústia. E saber isso me ajuda a ver as coisas de modo mais profundo. Olhá-las a partir de um horizonte maior me faz mirar ao longe o meu próprio estar no mundo e, junto com isso, sinto brotar certa flexibilidade (as coisas não estão todas eternamente já determinadas...).

E é nessa abertura interior que reaparece aquilo que sinto fundamentar minha existência no mundo: Deus. Diante dessa realidade, toda a complexidade do mundo como que desaparece e todas as coisas se resultam muito simples porque fica evidente a sua relatividade. Assim, perceber que só Deus pode ser o absoluto da minha vida e que é a experiência do amor de Deus que dá o sentido profundo da minha existência, me ajuda e me impulsiona a ir além, a ir adiante com muita esperança e confiança.

Então, o que me move lá no meu profundo é uma experiência de amor. É ter experimentado um amor tão forte e tão grande que a única que posso fazer é amar de volta. Esse é o desejo que brota do meu profundo. Esse amar de volta aparece para mim como um colocar-me a serviço, doar-me inteiramente e, impulsiona-me desejar continuar fazendo da minha vida, uma vida de serviço, de entrega profunda, mas com autonomia e liberdade.

Só tenho a agradecer a todos os que fazem parte da minha história porque, de certo modo, fazem parte do que sou hoje. Todos os que conheci e ainda vou conhecer acabam por se configurarem para mim como a presença real e visível de Deus. Um cara próximo, acolhedor, companheiro e amigo. E, então, mesmo com toda a correria do fim de semestre letivo e dos muitos tabalhos com os quais me envolvi nessa primeira parte do ano, termino esse tempo com a sensação profunda de que Deus está comigo, me ama e deseja continuar presente na minha vida e na vida de todas as pessoas que eu vou encontrando pelo caminho.

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