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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Ser em cada momento

(Belo Horizonte, 25/março/2014 – Campus da UFMG)

Tudo aquilo que fazemos diz algo de nós,
​não exatamente sobre nossa essência, mas aquilo que somos naquele momento.
​mas, e se o que realmente somos forem fragmentos?
​E se, na verdade, não formos unos?
​​Múltiplos seres em um só.
​​Talvez sejamos um de cada vez, sempre em mudança, sempre em andança.
​​​Mas um ser de cada vez.
​​Um em cada momento, um em cada lugar, um em cada mundo...
​​Um e muitos, ao mesmo tempo e em tempo nenhum, confusão demais...
​​Dá uma angústia, uma solidão, sensação de aprisionamento num deserto.
​​​De dia um calor sufocante.
​​​Na noite fria, sem rumo, sem prumo.
​Ser um em muitos ao mesmo tempo é estar e não estar em cada movimento.
​E quem está e não está não sabe quem é, não sabe o que quer, não sabe...

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